Poxa, eu assisto. Como pratico esportes de combate, minha mente se volta totalmente para a parte técnica: o famoso jogo de xadrez humano. É brutal? Sim, muito! Mas quem está ali são profissionais. Eles gostam — não de levar socos, claro, mas do jogo mental e de colocar em prática tudo o que aprenderam ao longo da jornada. Eles ganham a vida com isso.
Existe muito respeito entre os lutadores; não é uma questão de ódio. O perdedor sai dali pilhado, não abatido. Junto com a equipe, ele assiste à luta de forma estratégica, analisando cada detalhe e o exato momento em que o uppercut do oponente fez seu cérebro sacudir. É com base nisso que ele se prepara para a próxima guerra. O combatente caiu e foi ferido, porém levantou, sacudiu a poeira, treinou novamente e voltou à luta. É exatamente assim que vejo esse esporte: vai muito além da pancadaria. Acerca das apostas, não sei o que dizer…
É engraçado pensar nisso que você falou – “Eles gostam — não de levar socos, claro, mas do jogo mental e de colocar em prática tudo o que aprenderam ao longo da jornada. Eles ganham a vida com isso.” Isso é uma frase aplicável na verdade à qualquer esporte, só que lutas corpo-a-corpo como Boxe e “MMA” muitas vezes tem mais jeito de soar como “tolerância à violências” do que outra coisa – ou talvez pensando melhor a questão de “Esportes” como forma justamente de fazer um controle social da violência é um caminho interessante.
Mas tipo, o que noto muitas vezes é que soa mais como desculpa ou criação de posição social do que como algo tolerável. Porque quando se pega o Jiu-Jitsu por exemplo, se vê muito que este tipo de “arte marcial” acaba sendo mais usado como forma de gerar brutos, diferente de artes marciais como judô, karatê ou similares. Assim como já li que krav-magá na verdade é um “cheat” (funciona mais para ataques diretos e mortais).
E bem, esportes de cunho violento sempre foram partes da história e isso é inegável, dado registros. Ainda mais com apostas rolando. Mas dado nossa consciência humana de busca pela preservação da vida e evitar conflitos, justificar violências mesmo esportivas soa talvez contra intuitivo.
Pensamentos assim me sempre fazem pensar no final de “Admirável Mundo Novo”, onde onde o “Selvagem” ficava acaba sendo um ponto de peregrinação e acompanhamento tal como um atual “reality show”, onde as pessoas viam o ser de outro lugar se flagelando.
Respeito a sua opinião, meu camarada, mas a realidade é que só entende quem vive a rotina do tatame. Quem olha de fora só vê a violência, mas o MMA vai muito além disso. Te convido a fazer uma aula experimental. Vá respirar esse ambiente saudável e veja o impacto positivo na sua vida — na disciplina em casa, no foco no trabalho e na sua socialização. Não fale baseado apenas no que ouve por aí. Busque o histórico de pessoas que tiveram a vida totalmente transformada pelo esporte. Esporte de contato é vivência. Se não curte, eu respeito, mas ignorar os benefícios reais que ele traz é fechar os olhos para a realidade. Quem era Poatan, antes de conhecer o tatame? Quem foi Aldo? Por favor, meu amigo…. Venha treinar com a gente, se moras em BSB. Fica o convite. METANOIA E OSS!
Digo mais pela questão por exemplo da famosa Familia Grace e das pessoas que usam artes marciais para a confusão e não para defender as pessoas.
Acho que cada um tem sua experiência de vida e não vou negar que há sim pessoas que fazem artes marciais / esportes de contato e de fato são respeitosas. Só que é o famosos “os poucos que fazem besteira sujam a imagem do resto”. Maguila foi o exemplo de esportista do Boxe que sofreu com o esporte. E lembrando também que geralmente esportes deste tipo como MMA e Boxe acabam servindo para ganhos ilícitos pois quem organiza lutas de apostas geralmente é parte do crime organizado também.
É que nem o automobilismo: soa como uma “cultura” sobre conduzir com controle e atenção, mas na prática tem muita gente que usa isso como desculpa para abusar e ser violento no trânsito comum.
A pessoa vive como quiser e age como quiser, mas tem que arcar com a imagem que é constituída sobre – ou politicamente construir formas de mudar a imagem (ou se mudar).
Concordo com alguns pontos que você levantou. Infelizmente, existem pessoas que comprometem a imagem de um esporte tão benéfico para a saúde, e isso acontece em todas as esferas imagináveis — ainda mais no Brasil.
Sobre as consequências que o Maguila sofreu, você tem razão. No entanto, o boxe evoluiu drasticamente, acompanhando o avanço tecnológico. O esporte atual não se compara ao das décadas de 70, 80 e 90. Naquela época de ouro, as luvas eram preenchidas com crina de cavalo, sendo mais finas e rígidas porque o objetivo era o dano e o nocaute. Hoje, a prioridade máxima é a segurança do atleta.
Eu prefiro olhar o copo meio cheio. Se cada um fizer a sua parte, seja no esporte ou na vida, o cenário muda. Quanto aos ganhos ilícitos, é uma situação complexa. No Brasil, infelizmente, a cultura de levar vantagem ainda é forte; há quem se aproveite até de crises e guerras para inflar preços de forma generalizada.
De qualquer forma, respeito muito a sua opinião. Apenas sugiro que procure conhecer a realidade do esporte mais de perto, além dos bastidores. Um abraço.
A tira fala de como vozes nas cabeças de homens começam a organizar “esportes” como MMA. Para mim é muito esquisito pessoas em sã consciência organizando uma atividade com agressão deliberada… e ainda por cima com APOSTAS envolvida. Enfim… pra mim, MMA é coisa de maluco… que certamente ouve vozes.
Se pensar que a manutenção de culturas de violências são “ecos” repassados entre pessoas por épocas, é meio que uma epifania este quadrinho.
Seja uma “violência controlada” (como a dos esportes de contato) ou “violência sem controle”, é a manutenção deste “eco” que mantém a violência viva, e as pessoas apostando nesta violência.
(lembrando do Polymarket e o caso das apostas de mortes em guerras).
Eu realmente não tinha entendido, mas comentei mais pelo meme do Laerte. Nunca imaginei q vc fosse responder haha.. Valeu pela explicação e parabéns pelo trabalho, te acompanho há tempos.
Realmente nunca fez nentido pra mim quem gosta de assistir mma, agora já sei q são vozes na cabeça dizendo “VOCÊ PRECISA VER DUAS PESSOAS SE ESPANCANDO!”. Abraço!
Poxa, eu assisto. Como pratico esportes de combate, minha mente se volta totalmente para a parte técnica: o famoso jogo de xadrez humano. É brutal? Sim, muito! Mas quem está ali são profissionais. Eles gostam — não de levar socos, claro, mas do jogo mental e de colocar em prática tudo o que aprenderam ao longo da jornada. Eles ganham a vida com isso.
Existe muito respeito entre os lutadores; não é uma questão de ódio. O perdedor sai dali pilhado, não abatido. Junto com a equipe, ele assiste à luta de forma estratégica, analisando cada detalhe e o exato momento em que o uppercut do oponente fez seu cérebro sacudir. É com base nisso que ele se prepara para a próxima guerra. O combatente caiu e foi ferido, porém levantou, sacudiu a poeira, treinou novamente e voltou à luta. É exatamente assim que vejo esse esporte: vai muito além da pancadaria. Acerca das apostas, não sei o que dizer…
O ponto é o “justificar violência”.
É engraçado pensar nisso que você falou – “Eles gostam — não de levar socos, claro, mas do jogo mental e de colocar em prática tudo o que aprenderam ao longo da jornada. Eles ganham a vida com isso.” Isso é uma frase aplicável na verdade à qualquer esporte, só que lutas corpo-a-corpo como Boxe e “MMA” muitas vezes tem mais jeito de soar como “tolerância à violências” do que outra coisa – ou talvez pensando melhor a questão de “Esportes” como forma justamente de fazer um controle social da violência é um caminho interessante.
Mas tipo, o que noto muitas vezes é que soa mais como desculpa ou criação de posição social do que como algo tolerável. Porque quando se pega o Jiu-Jitsu por exemplo, se vê muito que este tipo de “arte marcial” acaba sendo mais usado como forma de gerar brutos, diferente de artes marciais como judô, karatê ou similares. Assim como já li que krav-magá na verdade é um “cheat” (funciona mais para ataques diretos e mortais).
E bem, esportes de cunho violento sempre foram partes da história e isso é inegável, dado registros. Ainda mais com apostas rolando. Mas dado nossa consciência humana de busca pela preservação da vida e evitar conflitos, justificar violências mesmo esportivas soa talvez contra intuitivo.
Pensamentos assim me sempre fazem pensar no final de “Admirável Mundo Novo”, onde onde o “Selvagem” ficava acaba sendo um ponto de peregrinação e acompanhamento tal como um atual “reality show”, onde as pessoas viam o ser de outro lugar se flagelando.
Respeito a sua opinião, meu camarada, mas a realidade é que só entende quem vive a rotina do tatame. Quem olha de fora só vê a violência, mas o MMA vai muito além disso. Te convido a fazer uma aula experimental. Vá respirar esse ambiente saudável e veja o impacto positivo na sua vida — na disciplina em casa, no foco no trabalho e na sua socialização. Não fale baseado apenas no que ouve por aí. Busque o histórico de pessoas que tiveram a vida totalmente transformada pelo esporte. Esporte de contato é vivência. Se não curte, eu respeito, mas ignorar os benefícios reais que ele traz é fechar os olhos para a realidade. Quem era Poatan, antes de conhecer o tatame? Quem foi Aldo? Por favor, meu amigo…. Venha treinar com a gente, se moras em BSB. Fica o convite. METANOIA E OSS!
Digo mais pela questão por exemplo da famosa Familia Grace e das pessoas que usam artes marciais para a confusão e não para defender as pessoas.
Acho que cada um tem sua experiência de vida e não vou negar que há sim pessoas que fazem artes marciais / esportes de contato e de fato são respeitosas. Só que é o famosos “os poucos que fazem besteira sujam a imagem do resto”. Maguila foi o exemplo de esportista do Boxe que sofreu com o esporte. E lembrando também que geralmente esportes deste tipo como MMA e Boxe acabam servindo para ganhos ilícitos pois quem organiza lutas de apostas geralmente é parte do crime organizado também.
É que nem o automobilismo: soa como uma “cultura” sobre conduzir com controle e atenção, mas na prática tem muita gente que usa isso como desculpa para abusar e ser violento no trânsito comum.
A pessoa vive como quiser e age como quiser, mas tem que arcar com a imagem que é constituída sobre – ou politicamente construir formas de mudar a imagem (ou se mudar).
Concordo com alguns pontos que você levantou. Infelizmente, existem pessoas que comprometem a imagem de um esporte tão benéfico para a saúde, e isso acontece em todas as esferas imagináveis — ainda mais no Brasil.
Sobre as consequências que o Maguila sofreu, você tem razão. No entanto, o boxe evoluiu drasticamente, acompanhando o avanço tecnológico. O esporte atual não se compara ao das décadas de 70, 80 e 90. Naquela época de ouro, as luvas eram preenchidas com crina de cavalo, sendo mais finas e rígidas porque o objetivo era o dano e o nocaute. Hoje, a prioridade máxima é a segurança do atleta.
Eu prefiro olhar o copo meio cheio. Se cada um fizer a sua parte, seja no esporte ou na vida, o cenário muda. Quanto aos ganhos ilícitos, é uma situação complexa. No Brasil, infelizmente, a cultura de levar vantagem ainda é forte; há quem se aproveite até de crises e guerras para inflar preços de forma generalizada.
De qualquer forma, respeito muito a sua opinião. Apenas sugiro que procure conhecer a realidade do esporte mais de perto, além dos bastidores. Um abraço.
Will eu não entendi
A tira fala de como vozes nas cabeças de homens começam a organizar “esportes” como MMA. Para mim é muito esquisito pessoas em sã consciência organizando uma atividade com agressão deliberada… e ainda por cima com APOSTAS envolvida. Enfim… pra mim, MMA é coisa de maluco… que certamente ouve vozes.
Se pensar que a manutenção de culturas de violências são “ecos” repassados entre pessoas por épocas, é meio que uma epifania este quadrinho.
Seja uma “violência controlada” (como a dos esportes de contato) ou “violência sem controle”, é a manutenção deste “eco” que mantém a violência viva, e as pessoas apostando nesta violência.
(lembrando do Polymarket e o caso das apostas de mortes em guerras).
Eu realmente não tinha entendido, mas comentei mais pelo meme do Laerte. Nunca imaginei q vc fosse responder haha.. Valeu pela explicação e parabéns pelo trabalho, te acompanho há tempos.
Realmente nunca fez nentido pra mim quem gosta de assistir mma, agora já sei q são vozes na cabeça dizendo “VOCÊ PRECISA VER DUAS PESSOAS SE ESPANCANDO!”. Abraço!
Tá tudo bem, Will?